Área de atuação
Tumores cerebrais e do sistema nervoso central no Rio de Janeiro
Os tumores do sistema nervoso central podem ter diferentes origens, comportamentos e formas de tratamento. A avaliação depende não apenas da localização da lesão, mas também do tipo de tumor, das características identificadas na análise do tecido e das condições clínicas de cada paciente.
A Dra. Fernanda Telles acompanha pacientes adultos com tumores cerebrais e do sistema nervoso central, integrando as informações clínicas, exames e decisões de neurocirurgia, radioterapia, oncologia clínica e outras especialidades quando necessário. Essa é uma das áreas prioritárias de sua atuação.
Atendimento presencial em sete unidades no Rio de Janeiro e por telemedicina quando adequada ao caso.
Dra. Fernanda Telles · Médica oncologista clínica · CRM-RJ 990876 · RQE 34726

O que são tumores do sistema nervoso central?
O sistema nervoso central é formado pelo cérebro e pela medula espinhal. Diferentes tipos de tumor podem surgir nesses tecidos, e eles não apresentam todos o mesmo comportamento.
Existem tumores benignos e malignos do cérebro e da medula. Mesmo quando um tumor não é classificado como câncer, sua localização pode ser relevante porque o crescimento dentro do sistema nervoso pode comprometer estruturas responsáveis por funções importantes.
Entre os tumores primários do sistema nervoso central existem diferentes grupos e subtipos. Por isso, expressões como “tumor cerebral” ou “câncer no cérebro” descrevem uma localização, mas não são suficientes para definir qual doença está presente ou qual tratamento deve ser realizado.
A identificação do tipo de tumor é uma das informações centrais para organizar as decisões seguintes.
Tumor cerebral primário e metástase cerebral não são a mesma doença
Uma distinção importante é entender onde o câncer começou.
Um tumor cerebral primário se origina no próprio cérebro ou em outras estruturas do sistema nervoso central.
Já uma metástase cerebral ocorre quando células de um câncer que começou em outro órgão se espalham para o cérebro. Nesse caso, o tumor continua sendo biologicamente relacionado ao câncer de origem. Um câncer de pulmão que se dissemina para o cérebro, por exemplo, não se transforma em um câncer cerebral primário.
Essa diferença interfere diretamente no planejamento.
Nos tumores primários, as decisões consideram aspectos próprios daquele tipo de neoplasia. Nas metástases cerebrais, além das características das lesões no cérebro, também é necessário avaliar o câncer de origem, a situação da doença em outras partes do corpo e os tratamentos sistêmicos disponíveis.
Como é feita a investigação de um tumor cerebral?
A investigação costuma reunir informações clínicas, exames de imagem e, quando indicado, análise do tecido tumoral.
A ressonância magnética tem papel importante na avaliação de lesões do sistema nervoso central, mas uma imagem, isoladamente, nem sempre permite definir com precisão de qual tumor se trata.
Em muitos casos, a neurocirurgia participa da obtenção de tecido por biópsia ou da retirada do tumor. O material é então analisado para determinar o diagnóstico e características que podem influenciar as próximas decisões. O INCA destaca que, após o diagnóstico de uma neoplasia do sistema nervoso central, a avaliação neurocirúrgica costuma ter papel inicial na definição da possibilidade de ressecção ou biópsia.
A partir dessas informações, oncologia clínica e radioterapia podem avaliar a necessidade de tratamentos complementares.
A Dra. Fernanda não realiza procedimentos neurocirúrgicos ou exames diagnósticos. Sua atuação é na oncologia clínica, integrando os resultados e acompanhando as decisões oncológicas em conjunto com os profissionais responsáveis pelas demais etapas.
Nem todo tumor cerebral utiliza o mesmo sistema de classificação
Nos tumores sólidos de outros órgãos, é comum falar em estágios para indicar a extensão da doença.
Nos tumores primários do cérebro e da medula espinhal em adultos, porém, não existe um sistema de estadiamento padrão equivalente ao utilizado em muitos outros cânceres. O planejamento considera principalmente o tipo de célula de origem, a localização, o grau do tumor, suas características biológicas e quanto da lesão pôde ser removido quando houve cirurgia.
Essa diferença é importante porque termos utilizados para câncer de pulmão ou tumores gastrointestinais, por exemplo, não devem ser transferidos automaticamente para os tumores do sistema nervoso central.
Cada diagnóstico precisa ser compreendido dentro de sua própria classificação.
A análise do tumor pode ir além do nome encontrado na biópsia
A classificação dos tumores do sistema nervoso central evoluiu e hoje pode combinar características observadas ao microscópio com informações moleculares.
Em determinados diagnósticos, exames adicionais realizados no tecido ajudam a caracterizar melhor o tumor e podem contribuir para estimar seu comportamento e orientar o tratamento.
Isso significa que dois tumores encontrados em regiões semelhantes do cérebro não necessariamente representam a mesma doença.
Quando esses resultados estão disponíveis, a oncologista analisa as informações em conjunto com o anatomopatológico, os exames de imagem, a cirurgia realizada e o estado clínico do paciente.
Como é definido o tratamento de um tumor do sistema nervoso central?
O tratamento depende do diagnóstico específico. Entre as modalidades que podem participar do cuidado estão cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapias-alvo e, em determinados casos, acompanhamento sem tratamento imediato.
A combinação e a sequência não são iguais para todos os pacientes.
Neurocirurgia
A neurocirurgia pode ter tanto função diagnóstica quanto terapêutica.
Dependendo da localização e das características da lesão, o procedimento pode ser realizado para obter uma amostra de tecido ou para retirar parte ou a totalidade visível do tumor quando isso é tecnicamente possível e apropriado.
A possibilidade e a extensão da cirurgia são avaliadas pelo neurocirurgião.
Radioterapia
A radioterapia pode fazer parte do tratamento de diferentes tumores cerebrais, tanto primários quanto metastáticos.
A indicação, a técnica e o momento em que é utilizada dependem do diagnóstico, da localização, das características da doença e dos tratamentos realizados anteriormente.
Tratamento sistêmico
Em determinados tumores, medicamentos também fazem parte do planejamento.
A oncologia clínica avalia a indicação de tratamentos sistêmicos conforme o diagnóstico, as características biológicas da doença, tratamentos prévios e condições individuais do paciente.
Não existe uma única medicação ou estratégia aplicável a todos os tumores cerebrais.
O tratamento costuma envolver diferentes especialidades
Tumores do sistema nervoso central são um exemplo claro da importância do cuidado multidisciplinar.
O INCA destaca a participação de neurocirurgia, oncologia clínica e radioterapia, além de profissionais de áreas como neurologia, fisioterapia, fonoaudiologia, enfermagem e nutrição, conforme as necessidades de cada paciente.
A necessidade desses profissionais pode mudar ao longo do acompanhamento.
Uma decisão cirúrgica pode influenciar os tratamentos posteriores. O resultado anatomopatológico pode modificar a estratégia inicialmente imaginada. Novas imagens podem exigir reavaliação do plano.
A atuação da Dra. Fernanda busca conectar essas informações e manter uma visão integrada do caso, característica central do modelo de coordenação do cuidado.
Quando procurar avaliação por um tumor cerebral?
Alguns pacientes chegam à oncologia após uma lesão ter sido identificada em um exame. Outros já passaram por cirurgia ou biópsia e precisam organizar as próximas etapas do tratamento.
A consulta pode ser procurada em situações como:
diagnóstico de tumor cerebral ou de outra neoplasia do sistema nervoso central;
resultado de biópsia ou cirurgia a ser revisado;
necessidade de discutir tratamento após uma neurocirurgia;
indicação ou dúvida sobre quimioterapia, radioterapia ou outro tratamento oncológico;
diagnóstico de metástase cerebral de um câncer originado em outro órgão;
necessidade de segunda opinião;
tratamento em andamento que precisa de acompanhamento oncológico;
necessidade de integrar decisões entre diferentes especialistas.
Também existem sinais neurológicos que podem motivar uma investigação médica, como crises convulsivas, perda de determinadas funções neurológicas, alterações de equilíbrio ou visão, cefaleia associada a outras alterações e mudanças importantes de comportamento ou nível de consciência. Esses sintomas possuem diversas possíveis causas e não permitem concluir, por si só, que exista um tumor cerebral.
Sintomas neurológicos agudos ou intensos podem exigir avaliação médica imediata, independentemente de haver ou não suspeita de câncer.
O que acontece depois de uma cirurgia cerebral?
A cirurgia não encerra necessariamente o planejamento oncológico.
Depois do procedimento, informações como o resultado anatomopatológico, características moleculares do tumor, exames realizados após a cirurgia e quantidade de doença residual podem ajudar a definir se existe indicação de tratamento complementar.
Dependendo do diagnóstico, pode ser recomendado acompanhamento, radioterapia, tratamento sistêmico ou uma combinação de estratégias.
É nesse momento que a integração entre neurocirurgia, oncologia clínica, radioterapia, patologia e radiologia ganha especial importância.
O objetivo é entender exatamente o que foi encontrado e qual conduta faz sentido a partir daí, em vez de considerar a cirurgia como uma etapa isolada.
Metástases cerebrais também exigem integração com o tratamento do câncer de origem
Quando uma lesão cerebral é uma metástase, o planejamento precisa considerar tanto o que está acontecendo no sistema nervoso central quanto a doença que começou em outro órgão.
Número, tamanho e localização das lesões, sintomas neurológicos, situação do câncer fora do cérebro e tratamentos sistêmicos disponíveis são algumas das informações que podem participar da decisão.
Cirurgia, diferentes modalidades de radioterapia e tratamento sistêmico podem ter papéis distintos conforme o caso.
A coordenação é especialmente relevante porque uma decisão voltada às lesões cerebrais precisa fazer sentido dentro da estratégia oncológica global do paciente.
Acompanhamento durante o tratamento
Além de avaliar a resposta da doença, o acompanhamento oncológico considera sintomas e possíveis efeitos relacionados aos tratamentos.
Tumores do sistema nervoso central podem afetar funções muito diferentes dependendo da área envolvida. Por isso, em determinados casos, o cuidado pode incluir também reabilitação e suporte de outros profissionais.
Fisioterapia, fonoaudiologia, neurologia, nutrição e outras áreas podem ser incorporadas conforme a necessidade. O cuidado multiprofissional é parte reconhecida do acompanhamento desses pacientes.
O objetivo é acompanhar não apenas os exames, mas as repercussões da doença e do tratamento no dia a dia do paciente.
Segunda opinião em tumores cerebrais e do sistema nervoso central
A segunda opinião pode ser buscada antes ou depois de uma cirurgia ou durante um tratamento já iniciado.
A avaliação pode incluir revisão de:
diagnóstico e anatomopatológico;
exames de imagem;
características moleculares do tumor, quando disponíveis;
procedimento cirúrgico já realizado;
proposta de radioterapia;
indicação de tratamento sistêmico;
estratégia de acompanhamento.
Em casos que envolvem diversas especialidades, uma segunda opinião também pode ajudar a organizar como cada etapa se encaixa no planejamento geral.
Não é necessário trocar a equipe que já acompanha o paciente para solicitar essa avaliação. A segunda opinião pode ser utilizada para compreender melhor o diagnóstico ou discutir a estratégia proposta.
Como funciona a consulta com a Dra. Fernanda Telles
Sempre que possível, exames de imagem, laudos, anatomopatológico, relatórios de cirurgia e outros documentos médicos podem ser enviados previamente para revisão.
Não é necessário esperar que todas as informações estejam disponíveis para marcar a consulta.
Durante o atendimento, a Dra. Fernanda analisa a história clínica, sintomas, tratamentos já realizados, medicamentos em uso e os exames disponíveis.
O objetivo é explicar o que já está esclarecido, quais informações ainda são necessárias e como podem ser organizadas as próximas decisões.
Quando indicado, o cuidado pode envolver avaliação com neurocirurgião, radioterapeuta, patologista, radiologista, neurologista e outros profissionais.
Um familiar ou pessoa de confiança pode participar da consulta. Depois do atendimento, a Dra. Fernanda envia um resumo com os principais pontos discutidos, orientações, combinados e próximos passos. Durante o acompanhamento, também há contato direto com a médica para dúvidas, sintomas e intercorrências importantes.
Dra. Fernanda Telles e a atuação em tumores do sistema nervoso central
Dra. Fernanda Telles é médica oncologista clínica, com formação especializada em Oncologia Clínica pelo Instituto Nacional de Câncer — INCA, concluída em 2019.
Atua no cuidado de pacientes oncológicos desde 2016 e possui MBA em Gestão de Saúde pela Fundação Getulio Vargas — FGV.
Sua experiência inclui diagnóstico, planejamento e tratamento de diferentes tumores sólidos, com dedicação especial ao câncer de pulmão, aos tumores gastrointestinais e aos tumores do sistema nervoso central.
Atualmente integra a Oncologia D'Or, no Rio de Janeiro, e mantém atualização científica por meio de congressos, discussões multidisciplinares, atividades de educação médica e produção científica.
Atendimento para tumores cerebrais no Rio de Janeiro
O atendimento presencial da Dra. Fernanda Telles é realizado em sete unidades, em diferentes regiões do Rio de Janeiro:
Oncologia Quinta D'Or — Rua Almirante Baltazar, 467, Centro Médico I, 1º andar, São Cristóvão, Rio de Janeiro — RJ
Oncologia D'Or Tijuca — Rua Engenheiro Enaldo Cravo Peixoto, 105, Loja A, Tijuca, Rio de Janeiro — RJ
Oncologia D'Or Botafogo — Rua Sorocaba, 654, Botafogo, Rio de Janeiro — RJ
Oncologia D'Or São Vicente Centro Médico — Rua Marquês de São Vicente, 52, Shopping da Gávea, 4º andar, Gávea, Rio de Janeiro — RJ
Oncologia D'Or Barra (Le Monde) — Avenida das Américas, 3500, Loja A, Edifício Londres, Bloco 1, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro — RJ
Glória D'Or Centro Médico — Rua Santo Amaro, 80, 6º andar, Glória, Rio de Janeiro — RJ, CEP 22211-230
Clínica Elev Ipanema — Rua Visconde de Pirajá, 414, Ipanema, Rio de Janeiro — RJ
Consultas e segunda opinião também podem ser realizadas por telemedicina quando o caso permite acompanhamento à distância.
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Dúvidas
Dúvidas frequentes sobre tumores cerebrais
Não. Existem tumores benignos e malignos no cérebro e na medula espinhal. Mesmo tumores não malignos podem precisar de acompanhamento ou tratamento dependendo da localização, crescimento e efeitos sobre estruturas do sistema nervoso.
Agende uma consulta para avaliação de tumores do sistema nervoso central
Diante de um diagnóstico de tumor cerebral, resultado de cirurgia ou biópsia, metástase cerebral ou proposta de tratamento, a consulta oncológica pode ajudar a reunir as informações e organizar as próximas decisões junto às demais especialidades envolvidas.
Atendimento presencial em sete unidades no Rio de Janeiro e por telemedicina quando adequada ao caso.

